A Jardineira buzinava e o motorista pedia para o povo sair de perto até se encher e sair assim mesmo. Virava e mexia a Jardineira tinha que parar antes mesmo de andar, pois vez em quando um Zé demorava no banheiro ou a Dona esquecia a bolsa no banco da rodoviária. Finalmente prontos para a viagem, os que ficavam davam seu último adeus por detrás da poeira e a Jardineira subia, aquela estrada com leves curvas, tão lentamente como se não tivesse pressa, até chegar ao topo do morro e ir-se embora com o sol. Ela não sabia, mas levava consigo um pedaço de meu coração apertado e deixava a vontade de chorar. Prometia a mim mesma um dia subir lentamente o morro da minha pequena cidade com a Jardineira para não olhar mais para trás.
domingo, 27 de setembro de 2009
A Jardineira
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